Tendo em vista o próximo Gre-Nal desta
quarta-feira, 22 h 15 min, a convocação de Villasanti para o Selecionado
Paraguaio e as opções disponíveis para Roger Machado montar o time que vai a
campo decidir a vaga na final do Gauchão, um velho debate mais uma vez surge à
tona: a provável escalação de Thiago Santos como titular à frente da defesa
tricolor.
Na aviação dizemos que para um Acidente ou Incidente Aeronáutico ocorrer, uma série de falhas devem acontecer, desde as falhas humanas, técnicas, até falhas latentes em procedimentos ou manutenções. Pois bem, a escalação de Thiago Santos atualmente é um item necessário para uma catástrofe ocorrer na Arena.
Conforme já demonstrado pelo Primo TB aqui
nesse mesmo espaço em outra ocasião, o desempenho do Grêmio com Thiago Santos
tem sido sofrível. Sob o comando de Roger Machado então, a diferença é brutal.
Com Thiago Santos tivemos derrota em Gre-Nal, derrota para o Mirassol e empate
com o Novo Hamburgo, com um gol sem querer no final do jogo em bola parada.
Isso já diz bastante. Para ficar ainda mais claro, sem Thiago Santos foram 3
vitórias, todas por mais de um gol de diferença e sem levar um gol sequer.
Tudo bem, não vamos aqui justificar todos os problemas do time em apenas um jogador. Como já dito anteriormente, é um profissional e faz o melhor que pode, tenho certeza. Mas o seu melhor é muito aquém do que o Grêmio precisa neste momento.
No último Gre-Nal, Thiago Santos entrou em
campo contra um Inter absolutamente tonto pelas três bordoadas que havia levado
e com um homem a menos em campo. Mesmo assim, com cenário tão favorável, o
referido volante teve participação terrível no jogo. Errou passes no campo
defensivo, complicou-se pelo menos duas vezes ao tentar dominar bolas simples,
e o pior: ao tentar subir para exercer pressão alta na defesa colorada, não
cobria corretamente os espaços, deixando um verdadeiro latifúndio entre o
meio-campo e a defesa. O resultado foram uns dois ou 3 contra-ataques do Inter
com relativo perigo. Em um deles, Bruno Alves precisou cometer uma
falta absolutamente necessária na frente da área, e em outro Brenno precisou
sair nos pés do atacante colorado que adentrava a área em uma bola
enfiada.
Isso acontece por diversas vezes, em vários
jogos, e certamente contribui para a insegurança defensiva do time com sua
presença. Thiago Santos é um cão de caça, ele mira sua presa e sai em sua
busca, seja onde for, e isso gera muito espaço entre as linhas de defesa do
Grêmio.
Mas o que o Grêmio e qualquer time que se propõe a jogar um futebol moderno precisa é de um cão pastoreador. O cão de pastoreio trabalha com suas atenções voltadas ao seu rebanho, agindo imediatamente quando alguma ovelha ameaça desgarrar. Utiliza da inteligência e da proatividade para fazer seu trabalho fluir. Traduzindo para o futebolês, um volante pastoreador é aquele que se posiciona bem, antevê jogadas, cobre espaços com naturalidade. Não precisa ser craque pra isso...Villasanti comprova.
Recentemente, ao pedir reforços, Roger
afirmou que o plantel tricolor contava apenas com 1ºs volantes, e que apenas
Bitello teria característica de 2º homem. O desempenho recente de Bitello tem
provado essa afirmação do técnico tricolor. Mas se os demais são da primeira
função, porque não colocá-los?
Fernando Henrique e
Sarará tem um potencial enorme para deslanchar no time. Basta apenas que alguém
lhes dê sequência. Há oportunidade melhor do que esta, em que Villasanti não
está disponível? Roger certamente teria 50 mil apoiadores dessa ideia na Arena,
quarta-feira.
Primo ABS

Concordo plenamente. Bruxo
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