terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Os números mostram: Roger é treinador fraco

Antes de tudo, torço pelo Roger e quero que sua contratação como treinador dê certo.

E faço esse post logo após uma boa estreia com vitória de 4 a 0 sobre o São Luiz, partida na qual promoveu boas alterações na equipe. Se foram permanentes - ou seja, barrando os ditos "cascudos", onde aí sim irei aplaudir-, ou se foram meramente circunstanciais - devido a suspensões e aspectos físicos -, iremos descobrir em breve.

Mas o que quero abordar aqui é o desempenho de Roger como treinador. E isso porque vejo boa vontade de parcela significativa da imprensa gaúcha para com ele. Em linhas gerais, dizem: "Roger teve boa passagem pelo Grêmio em 2015". 

Pergunto: Será?

Então vamos ao desempenho do Grêmio durante a sua passagem.

Lembro: Roger foi contratado em maio de 2015 e saiu em setembro de 2016.

Os êxitos, já sabemos, pois são repetidos a todo momento pelos seus defensores: 

- o 3º lugar no Campeonato Brasileiro 2015, 13 pontos atrás do campeão.


- O Grenal dos 5 a 0.

E com relação ao bom desempenho no Brasileiro, que nos garantiu a classificação para a Libertadores, é bom frisar que não foi uma exclusividade desse ano e treinador. Vejamos outros bons desempenhos do Grêmio nesse torneio:

Em 2010: 4º lugar (com Renato)

Em 2012: 3º lugar (com Luxemburgo)

Em 2013: Vice-campeão (com Renato)

Em 2017, 2018 e 2019: 4º lugar (com Renato)

Dito de outra forma, o desempenho do Grêmio de Roger foi bom, porém não foi nenhuma novidade. Afinal, se pegarmos um conjunto de dez campeonatos (2010 a 2019), em sete vezes o Grêmio ficou na zona de classificação à Libertadores.

Agora vamos tratar dos fracassos no Grêmio enquanto Roger era treinador:

- Copa do Brasil 2015: Eliminado nas quartas-de-final perante o então fraco Fluminense (0x0 lá, 1x1 aqui).

- Gauchão 2016: Eliminado precocemente na semifinal perante o Juventude da série C (0x2 lá, 3x1 aqui). Fiasco

- Libertadores 2016: Eliminado precocemente nas oitavas-de-final diante do Rosário Central, com duas derrotas (1x0 e 3x0). Fiasco.

- Copa da Primeira Liga 2016: Eliminado precocemente na fase de grupos, onde não conseguiu classificar-se como um dos melhores segundos colocados. 

Em suma, fomos mal na Libertadores, assim como na Copa do Brasil e, em especial, até mesmo no campeonato regional, onde sequer à final chegamos.

E como se deu a demissão?

O próprio treinador demitiu-se, após perder de 3 a 0 para a Ponte Preta, apenas uma semana depois de ter sido goleado de 4 a 0 pelo Coritiba. Entregou o time na 8ª posição do campeonato. 

Curiosidade daquele momento:
- O grupo de jogadores estava aparentemente deprimido e sem confiança alguma, ao ponto de o próprio elenco afirmar que não era qualificado e que precisava de reforços:


Mas e o grupo era mesmo desqualificado?
Bem, no gol, tínhamos Marcelo Grohe, que teve convocações para a seleção.
Na zaga, tínhamos Geromel e Kannemann,
No meio, tivemos Giuliano (seleção), e tínhamos Wallace e Luan (campeões olímpicos), Pedro Rocha (depois convocado), Douglas, Maicon.

É, não era fraco.
E a história já conhecemos. Tanto não era fraco, que o treinador posterior chegou e empilhou títulos.

Por fim, o restante da carreira do Roger também não foi muito boa. Fracassou com o ótimo elenco do Palmeiras e do Atlético MG. Quer saber mais? Matéria de ZH.

Enfim, tomara que agora a carreira do Roger finalmente decole. Afinal, vá que de um lado tenha mais "cabelo no peito", como gosta o vice de futebol Dênis Abraão, para barrar cascudos e comprar broncas internas, e, por outro lado, esteja menos cabeça dura para corrigir problemas que todos enxergavam no time, como a marcação por zona nas cobranças de escanteios.

Sorte ao Roger e ao Grêmio.

Primo TB