No futebol, como em qualquer outro esporte, impera a lógica. O clube melhor administrado e/ou com melhor situação financeira, no médio e longo prazo, tende a ganhar mais títulos. Se considerar um período de 10 a 15 anos, com certeza haverá temporadas ruins, mas se o clube tiver poderio financeiro, vencerá competições na maior parte delas.
De outro lado, clubes que são mal administrados ou que, ainda que bem administrados, não tenham poderio financeiro, tendem a alternar altos e baixos, campanhas de "meio de tabela", e, em um período de 10 a 15 anos, beliscar um ou dois títulos no máximo.
No primeiro grupo encontram-se os paulistas e o carioca Flamengo. Ainda que eventualmente suas gestões não sejam as melhores, ou mais honestas do mundo, o poderio financeiro é tão grande que sempre estão ganhando Copas do Brasil, Brasileiros e outros.
E, no segundo grupo, encontram-se os clubes como os do Sul, de poderio financeiro menor e que, portanto, só resta serem muito bem administrados para ganhar algum título aqui e acolá.
Não à toa, que Inter tem apenas 1 título relevante e o Grêmio 2 nesses últimos 15 anos, sendo que ambos ainda tem 1 rebaixamento no mesmo período.
Flamengo tem 3 Brasileiros (2009, 2019 e 2020), 1 Copa do Brasil (2013) e 1 Libertadores (2019). Palmeiras tem 2 Libertadores (2020, 2021), 2 Brasileiros (2016 e 2018) e 3 Copas do Brasil (2012, 2015 e 2020). Corinthians tem 1 Mundial (2012), 1 Libertadores (2012), 3 Brasileiros (2011, 2015 e 2017) e 1 Copa do Brasil (2009). São Paulo tem 2 Brasileiros (2007 e 2008).
É a lógica. De médio e longo prazo.
A realidade é essa, e teremos que nos contentar com cerca de 2 títulos a cada 10 ou 15 anos.
NO CURTO PRAZO, A LÓGICA MUDA
Entretanto, quando analisamos alguma temporada específica, um clube sempre poderá surpreender aos demais. É a exceção que confirma a regra. E essa é uma das belezas do futebol, que o diferencia de outros esportes. Porque na maioria deles, geralmente o clube ou atleta melhor ranqueado será o vencedor, sendo raríssimo ocorrer uma "zebra". Bem diferente do futebol, onde zebras ocorrem em todas as rodadas.
Vamos ao Grêmio: Disparadamente o clube com elenco mais caro da Série B, de enorme torcida e com salários pagos em dia.
Qual era a expectativa? Estarmos na liderança da competição e com jogadores demonstrando forte empenho e entrega, para apagar o desastre do ano passado.
Qual é a realidade? De título já nem se fala, afinal, 3 clubes dispararam. O "sonho" do torcedor gremista hoje é vencer um confronto que ganhou contornos de "batalha épica" para somente então ficarmos no arriscado 4º lugar a apenas 2 pontos do 5º colocado. E, animicamente, um time totalmente sem entrega, descomprometido, sem tesão, que somente na décima rodada, segundo seu sofrível vice de futebol Dênis Abraão, foi "estrear" na Série B, referindo-se à raça demonstrada. E olha que estão com salários em dia.
Vamos olhar para o Inter agora: Três meses de salários atrasados e contrataram um treinador vindo de 3 anos de fracassos retumbantes, tido como um clássico retranqueiro.
Qual era a expectativa? Ocupar posições de meio para baixo da tabela (nunca acreditei que fossem brigar para não cair, como achavam meus amigos colorados).
Qual é a realidade? Elenco com salário atrasado e que fez greve em um treinamento, entra mordendo em todos os jogos, demonstrando grande entrega dos atletas, e estão fazendo ótima campanha, com invencibilidade de mais de dez jogos.
CADÊ A LÓGICA DISSO?
Claro, há outros fatores envolvidos: sorte, azar, contratações (as deles foram boas) e arbitragem, que abordarei em outra postagem.
JOGO DE VIDA OU MORTE
O Sport venceu 8 dos últimos 12 jogos contra o tricolor. Jogará em casa, com estádio cheio, podendo abrir 4 pontos no G4. Para eles também será uma "batalha".
Qual a lógica que dará hoje?
PRIMO TB

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