Esse é um esquema ultrapassadíssimo, cuja última vez que deu certo no Grêmio foi em 1995, há 27 anos atrás. De lá para cá, o futebol mudou muito, ficou mais rápido, mais dinâmico. E hoje em dia os grandes times não jogam mais com essa característica, optando por duplas ou trios de atacantes com mobilidade e velocidade. Que dificultam a marcação pelo sistema defensivo adversário.
Então, times bem sucedidos não praticam mais o futebol estilo "jogar a bola para o Fred". Aliás, diga-se de passagem, esse foi um legado que a seleção brasileira que levou os 7 x 1 contra a Alemanha deveria ter nos deixado.
E exemplos recentes de times bem sucedidos sem esse esquema temos aos montes:
2021 foi o ano do Atlético MG e do Palmeiras: No galo, Hulk não é um jogador que joga parado, e na equipe mineira vários atletas fazem gols. No verdão, a mesma coisa, eles até possuem centroavante no elenco, mas o ataque é baseado em jogadores de velocidade, como Dudu e Rony.
2019 foi o ano do Flamengo. No rubro-negro, o sistema ofensivo era formado por Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta e Everton Ribeiro. Nenhum deles era centroavante "tradicional".
E não precisamos pegar apenas exemplos de times de outros Estados. Até porque, vimos exatamente isso nos últimos títulos do Grêmio em 2016 e 2017:
Em 2016, não tínhamos centroavante, nosso ataque titular era Luan e Pedro Rocha, tendo diversos outros jogadores que também faziam gols.
Em 2017, tivemos o Lucas Barrios, que até era um centroavante, mas se movimentava um pouco mais do que esses "tradicionais". E, diga-se de passagem, em que pese o título da Libertadores, não podemos esquecer que o paraguaio teve um segundo semestre com atuações muito abaixo, e acabou indo embora sem deixar saudades.
Mesmo com tantos exemplos, o Grêmio parece fadado a repetir seus erros e insistir em fórmulas que simplesmente não funcionam. E irrita-me que, ainda, com apoio de parte da imprensa esportiva e de torcedores mais ingênuos.
Bem, agora vamos ao assunto do post: DIEGO SOUZA
Mas, antes dele, vamos falar de outro centroavante que ficou aqui por alguns anos e teve muito cartaz: BARCOS, o argentino pirata.
O cenário ofensivo era exatamente o mesmo:
a) Tínhamos um "grande centroavante matador que fazia vários gols", e
b) paradoxalmente, tínhamos um dos "piores ataques do campeonato em números de gols".
Duvidam? Provo.
De um lado, o centroavante se consagrava individualmente:
E em 2013, vide abaixo, também nosso ataque ficou bem abaixo dos demais concorrentes ao título.
Não lhes parecem estranho isso? Para mim, parece lógico.
Todo time que arma seu esquema para servir a um atleta, acaba consagrando esse jogador, porque ele fatalmente fará seus gols, ainda que coletivamente esse sistema simplesmente não funcione, não seja efetivo, não signifique que teremos ao clube um grande número de gols marcados.
Bem, AGORA VAMOS AOS TEMPOS ATUAIS.
Vejamos se não temos rigorosamente o mesmo cenário. O artilheiro? é nosso!
Mas dos oito jogos disputados, não fizemos um mísero gol em metade deles.
Ponte Preta 0 x 0 Grêmio
Grêmio 0 x 1 Chapecoense
Cruzeiro 1 x 0 Grêmio
Grêmio 0 x 0 Criciúma
Então, sendo curto e grosso, quer dizer que o blogueiro é a favor da saída do Diego Souza do time, justamente o único jogador que tem feito nossos gols?
Sim, exatamente isso! Temos que cortar de uma vez esse cordão umbilical de dependência dos gols do atleta de quase 37 anos e acima do peso. Mudar esse esquema ofensivo que nos torna um time absolutamente previsível e lento, que nos deixa aguardando por alguns gols que Diego conseguirá fazer em alguns jogos. Quero ter um "sistema ofensivo artilheiro" e não "um artilheiro".
Primo TB
Nenhum comentário:
Postar um comentário