quarta-feira, 2 de março de 2022

Vexame: Primeira vez eliminado na 1ª fase da Copa do Brasil

No post anterior, de certa forma acabei sendo profético:

"E faço esse post logo após uma boa estreia com vitória de 4 a 0 sobre o São Luiz, partida na qual promoveu boas alterações na equipe. Se foram permanentes - ou seja, barrando os ditos "cascudos", onde aí sim irei aplaudir-, ou se foram meramente circunstanciais - devido a suspensões e aspectos físicos -, iremos descobrir em breve".

Infelizmente para o Grêmio, vimos que a retirada dos cascudos, e especialmente do péssimo Thiago Santos, realmente parece ter sido meramente circunstancial, apenas tendo ficado fora daquele jogo porque estava suspenso, e não porque virou reserva. 

Sobre este jogador, é interessante relembrar que fui contrário à contratação, junto à esmagadora maioria da torcida tricolor, que até abaixo assinado fez:


O tempo mostrou: A torcida estava certa. E a direção deveria ouvi-la com mais frequência.

Haviam dois argumentos para os que defendiam essa contratação:

a) "Foi campeão brasileiro com o Palmeiras em 2018": Ora! Alto lá! Bressan foi campeão da Libertadores jogando a final. Isso fez dele um bom jogador? Claro que não. Todo elenco vencedor tem jogadores ruins, assim como todo elenco perdedor pode ter jogadores bons. Ter feito parte de um grupo vencedor em 2018 - que aliás, era caríssimo e altamente qualificado, e no qual Roger fracassou e foi demitido em julho (sem querer provocar ninguém), dando lugar ao Felipão que assumiu e foi campeão - não o torna bom jogador. Aliás, falando em Bressan, a grande coincidência é que Thiago Santos foi contratado justamente junto ao americano Dallas FC, onde atuava o ex-gremista.

b) "É um jogador que protege mais a defesa, um cão de guarda": E com base nisso, chegou até mesmo a receber extensa matéria em Zero Hora defendendo a sua contratação.


E bem, sendo objetivo, não é isso que os números mostram.

Se pegarmos os últimos 3 jogos: Perdemos de 3 a 1 para o União Frederiquense, com Thiago Santos, que levou cartão amarelo (como sempre) e foi suspenso para o jogo seguinte. Então, contra o São Luis, sem ele, ganhamos de 4 a 0, sem levar gols. E ontem, com seu retorno, passamos o vexame de perder de 3 a 2 para o Mirassol, onde em dois lances estava mal posicionado.

E se pegarmos todos os jogos, o dado que vi no Twitter foi o seguinte:

42 jogos com ele - 56 gols sofridos (média de 1,33 gol sofrido por jogo)

24 jogos sem ele - 21 gols sofridos (média de 0,87 gol sofrido por jogo)

Sim, é esse mesmo! Sofremos 52,7% mais gols quando o "cão de guarda" está latindo em campo!

Mas esses dados certamente devem - ou deveriam - ser de conhecimento interno no clube. E conhecê-los, em princípio, não muda em nada as convicções de quem por lá passam. É um jogador tipo Alisson: Ou vendem, ou vai jogar.

Aliás, a própria busca por um jogador desse perfil demonstra o atraso na mentalidade dos nossos dirigentes. O Grêmio ganhando títulos em 2016 e 2017, com volantes que sabiam jogar (Wallace, Maicon, Arthur), e alguns gritões pedindo 'volante tradicional'. O Grêmio ganhando títulos em 2016 e 2017, com atacantes de movimentação, e alguns gritões pedindo um "fazedor de gols". Esse estilo de jogo está ultrapassado "há apenas uns 25 anos". Pouca coisa.

Ano passado tivemos o volante tradicional e o fazedor de gols: Fomos para a segundona. 

E digo mais: Quem acha que o Dinho tinha esse estilo, está enganado. O nosso antigo camisa 5 sabia marcar e sabia jogar. Fazia gols de falta, dava lançamentos precisos, tinha visão de jogo. Enfim, é outra história. 

Como viram acima, até aqui quase não falei do Roger, que recém completou 15 dias de trabalho. Ou seja, dessa vez estou fazendo como a imprensa sempre faz, deixando passar que ele não tem culpa pela eliminação. (Ele e Fernando Diniz tem esse dom, quase sempre fracassam, e quase sempre são absolvidos).

No próximo post falarei do elenco gremista.

Primo TB




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